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Contrato com cliente para as agências de marketing: 5 cláusulas que salvam a agência de calote e retrabalho infinito

Agência de marketing vive de entrega constante — criativo, copy, tráfego, landing page, relatório, reunião, ajuste fino. E é justamente por isso que o contrato precisa ser prático e específico, do jeito que a operação acontece: briefing, aprovação, rodadas de ajuste, mídia paga, acessos, contas de anúncio, prazos do cliente e uso dos materiais.

Quando o contrato é genérico, a rotina vira um “buraco sem fundo”: o cliente pede “só mais uma alteração”, muda o rumo no meio do caminho, demora a aprovar e, no fim, você entrega mais do que vendeu — e ainda corre o risco de ficar sem receber. Abaixo estão 5 cláusulas (com modelos de texto) que, na prática, resolvem 80% dessas dores.

1) Escopo fechado (entregáveis + limites claros de revisões + “pedido extra”)

Para agência de marketing, “prestação de serviços” sem detalhamento é receita para caos. Você precisa transformar “marketing” em entregas mensuráveis.

O que colocar (bem específico):

  • Social media: nº de posts, reels, stories, roteiros, legendas, thumbnails

  • Tráfego pago: nº de campanhas/conjuntos/anúncios, otimizações/semana, relatórios

  • Design/Branding: peças avulsas, KV, guidelines, desdobramentos

  • Web/landing page: páginas, seções, integrações (formulário, pixel, CRM)

  • Reuniões: frequência, duração e finalidade (estratégia vs. alinhamento)

Modelo simples (adaptável):

“Entregas do mês: (i) posts feed; (ii) reels (roteiro + edição); (iii) stories; (iv) gestão de tráfego com até campanhas ativas; (v) 1 relatório mensal + 1 reunião de __ minutos.

Revisões incluídas: até __ rodadas por peça. Revisão = ajuste pontual do material já aprovado em briefing.

Mudança de briefing, nova peça, aumento de volume, novo canal (ex.: incluir TikTok/YouTube), novas páginas ou novas integrações serão tratados como demanda extra, com orçamento e prazo à parte.”

Por que isso “salva” a agência: porque transforma “fazer marketing” em escopo controlável e corta o “retrabalho infinito” na raiz.

2) Aprovação do cliente com prazo  (e “silêncio = aprovado”)

Em marketing, o maior gargalo costuma ser o cliente: demora para aprovar criativo, some do WhatsApp, pede para “segurar” e depois cobra urgência. O contrato tem que impor prazo de retorno do cliente e deixar claro que atraso do cliente empurra o cronograma.

Modelo simples:

“O cliente deve aprovar ou solicitar ajustes em até __ dias úteis após o envio. Se não houver manifestação, considera-se aprovado para continuidade do cronograma.

Atrasos de aprovação, envio de briefing, materiais, acesso a contas (Meta/Google/CRM) ou informações necessárias prorrogam automaticamente os prazos de entrega, sem penalidade à agência.”

Por que isso funciona: porque evita a injustiça típica: cliente atrasa 10 dias e quer que a agência “recupere” em 24 horas.

3) Pagamento com trava operacional (entrada + vencimento + suspensão automática) — e 

mídia paga separada

Em agência, a pior armadilha é continuar entregando “para não perder o cliente” mesmo sem pagamento. O contrato deve ser objetivo: sem pagamento, pausa.

E aqui vai um ponto essencial para agências: mídia paga não é honorário. Anúncio é verba do cliente. Misturar isso dá confusão e risco.

Modelo simples:

“O serviço inicia após pagamento da entrada/primeira mensalidade. Mensalidade vence todo dia __.

Atraso superior a __ dias autoriza suspensão imediata das entregas, reuniões e otimizações até a regularização.

Persistindo o atraso por __ dias, a agência poderá rescindir o contrato e cobrar valores proporcionais ao trabalho já executado.

Verba de mídia (Meta/Google/TikTok etc.) é de responsabilidade do cliente e não se confunde com os honorários da agência.”

Por que isso é juridicamente “seguro”: em contratos com obrigações para os dois lados, é coerente suspender a prestação se o outro lado não cumpre o pagamento (lógica do “ninguém pode exigir sem cumprir”). 

4) Uso do material e propriedade intelectual: o cliente só usa depois de pagar (e cuidado com banco de imagens/fontes/templates)

Agência produz material intelectual (texto, design, vídeo, estratégia). Se o contrato não fala nada, o cliente pode tentar usar tudo mesmo sem pagar — e você fica refém.

O básico que precisa estar escrito:

  • O cliente só pode publicar/usar material após estar em dia com pagamentos

  • O que é “material final” e o que é “rascunho/proposta”

  • Itens de terceiros (banco de imagem, fontes, templates, plugins, trilhas) têm licenças próprias

Modelo simples:

“A autorização de uso/publicação dos materiais finais fica condicionada ao pagamento integral do período. Até a quitação, é vedada a veiculação dos materiais.

Materiais de terceiros (bancos de imagem, fontes, templates, trilhas, plugins) seguem suas licenças; eventual custo/licença adicional é do cliente, quando aplicável.”

Por que isso é forte: a lei autoral exige que cessão/licença seja ajustada por escrito e presume remuneração — logo, faz todo sentido amarrar “uso” à quitação. 

5) Rescisão e handover (saída organizada): sem “suporte infinito” e com checklist de entrega

Clientes trocam de fornecedor. Isso é normal. O que não é normal é a saída virar chantagem: “entrega tudo agora”, “faz reunião todo dia”, “me passa todas as senhas”, “me dá toda a estratégia”, mesmo com mensalidade atrasada.

O que colocar para agência de marketing:

  • Aviso prévio (ex.: 30 dias)

  • O que será entregue na saída: pasta com arquivos finais, relatórios, status de campanhas, checklist de acessos

  • Quantas horas de transição estão incluídas

  • Entrega final condicionada a pagamentos em dia

  • Regras sobre contas de anúncio: idealmente, conta é do cliente e a agência só administra

Modelo simples:

“Rescisão mediante aviso prévio de __ dias. No encerramento, a agência fará o handover com: (i) pasta com materiais finais do período; (ii) relatório final; (iii) checklist de acessos e configurações (pixel, tags, eventos, públicos, conversões).

Estão incluídas até __ horas de transição. Suporte adicional será cobrado à parte.

A entrega final e transferência de arquivos/acessos dependem da inexistência de valores em aberto.”

Bônus que vale ouro para tráfego pago: inclua uma frase sobre bloqueios/plataformas — sem prometer o que você não controla:

“A agência não garante aprovação de anúncios, estabilidade de conta ou resultados específicos, pois há fatores externos (políticas de plataforma, sazonalidade, concorrência, orçamento, oferta, página de destino e decisões do próprio cliente).”

Conclusão: o contrato da agência precisa “parecer operação”, não “modelo genérico”

Contrato bom para agência de marketing não é o mais longo — é o que descreve a realidade: escopo, aprovação, pagamento com trava, uso do material e saída organizada. Com essas cinco cláusulas, você reduz atrito, corta retrabalho, protege o caixa e consegue dizer “não” com tranquilidade — porque não é “não” por birra: é o combinado


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